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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

VALE DAS SALINAS


No vale das Salinas
Morros se encontram
Águas correm cristalinas
Homens e mulheres se amam.
Tunin

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

MINHA ROCINHA


Quando criança,
eu bricava  de plantação,
obedecia minha ordenança,
semeava muito feijão.

Fazia minha rocinha
no fundo do quintal.
Lá de tudo um pouco tinha,
era um colosso, meu fazendal!

Puxava terra para a leira,
com a enxada do avô,
evitava fazer besteira,
para ter colheita boa.

Plantava milho e cebola,
alho, coentro  e repolho.
tinha salsa e cenoura,
na hora da colheita,
só  sobrava o restolho.

Adubava com cuidado,
para ver meu milho crescer
e sentir a vaidade
quando do abastecer.

Abóbora e melancia,
maxixe e jiló.
Tudo se aprecia,
era uma beleza só!











terça-feira, 26 de outubro de 2010

A TABUADA


Quando era obrigatório
Saber a tabuada de cor
O aluno não era aleatório
Mas seguro, rápido e com alvor

Faz conta e faz de conta
Que aprendeu a contar
Veja você que afronta!
A educação como está?!

Conta feita com bolinha
Para achar o resultado
Como acertar a continha?
Se está atrapalhado!

O menino não sabe contar
Nem mesmo o elementar
É preciso a tabuada voltar
Para o problema solucionar.

No tempo da tabuada previa
Um estudo  diferente
E o  estudante fazia
Uma conta decente.
Tunin

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

UM OLHAR DISTANTE...


À beira da calçada, de calças curtas,
chinelos desgastados, um olhar distante...
O menino franzino contemplava o nada,
absorto pelas emoções do pensar.
Aquele olhar distante,
parecia traduzir algo que procurava, ao ermo,
sem poder encontrar.
O olhar introspectivo sintetizava
a dureza,no coração, guardada.
Assim vi aquele ser: no silêncio, de sua reflexão,
despido de toda sorte de proteção!
Eu me perguntava: quem sou,
frente à tamanha dor?
Dor  estampada naquele par de olhos azuis,
emoldurado por uma face
morena e bela,
e tão  desprezado da sociedade!
Tunin

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

AMOR CASUAL


Debaixo do cacaual,
a mulata canta sua sina,
fruto de um amor casual,
nasce-lhe um morena menina.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

AS LAVADEIRAS



Segunda-feira, como de costume,
e como se combinado fosse,
todas se perfilavam:
lata na mão,
sandália arrastão nos pés,
saia rodada, vestido de chita,
cabelos alinhados para  acomodar a trouxa na cabeça,
como se se  enfeitassem
para uma festa grandiosa.
Lá iam as lavadeiras,
cantarolando à sua sorte,
à beira do Jequiriçá
para seu sustento tirar.
Em meio a tantas dificuldades,
elas contentes ficavam
ao traduzir suas mágoas,
seus anseios nas variadas modinhas populares.
Eram músicas de apelo, de dor, de desejo e até inventadas
por elas mesmas,
dependendo da ocasião,
e, num momento de inspiração,
para determinar sua grandeza.
Elas passavam, uma a uma,
e, eu, ainda pequenino,
me portava de pé
para ver a alegria reinar
nas vozes daquelas mulheres
na esperança do aguardar.

Tunin/

terça-feira, 19 de outubro de 2010

FOLCLORE


O folclore são mitos e lendas
Passado de geração em geração
Conjunto de boas prendas
Que nascem da imaginação

Povo humilde e criativo
Inventa estórias com amor
Nosso desejo e objetivo
É repassar o seu valor

O folclore de Ilhéus
É rico e expressivo
Fala do índio aos coronéis
Num cardápio divertido

Puxada do mastro em janeiro
Promessa da tribo Tupinambá
Que atacada de varíola por inteiro
Rogou a Bastião para ajudar

Do cacau, o coronel
Homem rico e desejado
Saga registrada no papel
Dos escritos de Jorge Amado.

Tunin

domingo, 17 de outubro de 2010

CHOCOLATE

Do google


De chocolate eu gosto,
ao sabor de bom recheio.
Fica sempre o doce gosto.
Da delícia, saboreio.

sábado, 16 de outubro de 2010

O baianês




O baianês é um linguajar,
rico em variedade.
Tudo aqui torna o falar,
uma salada de diversidade.

Misturar o falar índio, negro e português,
não fica de fora o árabe indiano,
como também o culto francês,
nem tampouco o simpático italiano.

Com essa cultura lingual,
o baiano criou seu idioma.
Formou-se um vocabulário, sem igual,
sem, precisar lavrar diploma.

Aqui na Bahia quando se quer
de uma situação exclamar,
clama-se: ó paí ó, seu Zé!
Na condição de reclamar.

Nas brincadeiras de criança,
lá pertinho do paiol,
o moleque quando usava da pujança,
gritava eu: ò paí ó!