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quarta-feira, 20 de março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

DIA DA POESIA

Hoje é o dia da poesia,
Em cada poesia, há um dia,
Mesmo que não haja alegria,
Ela aparece com fidalguia.

É a arte humana da linguagem,
Que melodia o pensamento.
No compasso da mensagem,
Há sempre fundamento.

Castro Alves grande poeta.
Nasceu neste dia colossal.
Seu Navio Negreiro alfineta,
O preconceito racial.

A poesia ele usou,
Para registrar o seu grito.
Dos escravos, era o defensor,
Em versos do seu escrito.

O poeta é um ser sensível,
Que capta a situação.
Chora ou ri perceptível,
Quando passa a lição.

Não sou poeta de nada,
Apenas escrevo uma canção,
Para dar uma cutucada,
Do que vem ao coração.

Aos poetas amados,
O meu abraço fraterno,
Que sejam sempre afinados,
Nesse jardim alterno!



sexta-feira, 8 de março de 2013

MULHER



O que acha uma mulher,
Encontra uma coisa boa.
Verdadeira, prudente, de fé,
Nada faz à toa.

Forte, delicada, virtuosa.
É a mulher que Deus criou.
Inteligente, múltipla, graciosa,
Que ao lado do homem firmou.

Ela é bem-aventurada,
Um ser que traz a vida.
E por Deus abençoada,
A Ele é agradecida.

Guerreira e lutadora.
Prima por um mundo justo,
Que a igualdade não seja sufocadora!
Mas livre, liberta, augusta.

Tem poder transformador,
No momento de luta presente.
Transforma em alegria, a dor.
Nunca se faz ausente.

Às vezes chora escondido,
Para não fazer o outro sofrer.
Mesmo que seja muito doído,
Tudo suporta sem merecer.

Três mulheres em minha rotina.
Todas fortes, poderosas.
Sou quem desafina,
Entre essas majestosas.

Quero cada dia do ano,
Prestar-lhe minha solidariedade,
Ser civilizado e humano,
Para sentir a felicidade.

Parabéns, ò grandiosa,
Mulher de suave aroma!
Da flor, receba a rosa,
Ò amada dama!






Homenagem a todas as GRANDIOSAS mulheres seguidoras do meu blog. Beijos a todas. 

quarta-feira, 6 de março de 2013

EM HOMENAGEM À MEMÓRIA DA VOVÓ


Diário de uma neta, amorosa e cheia de saudades, à memória da vovó que acaba de partir para a Eternidade com Jesus.
Larissa Carillo Souza Rocha.
Bahia, 05 de março de 2013.

Querido diário:
      Amanhã é o dia do aniversário do meu pai, Josué Marcelino de Souza. Data que, certamente, não esquecerei. Dia em que estarei sepultando minha querida avó, Maria Souza. 99 anos! Se vivesse até o dia 24 de maio de 2013, completaria o seu centenário. Mulher crente, serva de Jesus, fiel, ao Mestre, em todo o seu viver. Exemplo para mim. Aprendi muito com ela. Tenho saudades! Saudades de quando eu chegava à sua casa para passar o fim de semana e ela vinha à porta me receber com muita alegria. Saudades da vitamina de abacate que ela fazia para o meu café da manhã. Saudades da carne do sol com pirão de leite; do arroz doce e do cuscuz.
      Não posso esquecer o bolo de puba! Saudades do tempo em que íamos para a igreja, aos domingos pela manhã, descendo e subindo a ladeira do Teresópolis (eu reclamando do esforço e ela dizendo que fazia bem para a saúde)! Saudades da água gelada da pia que eu tinha que lavar o rosto quando acordava! Era tão gelada que às vezes eu só molhava três dedos de cada mão e limpava apenas os cantos dos olhos. Saudades de varrer a sua casa e ouvir dela que eu varria melhor que a moça que a ajudava na limpeza! Saudades de um tempo bom em que eu pulava em seu colchão de mola e era a melhor coisa do mundo! Não entendia porque minhas tias diziam para ela não deixar. Agora eu entendo o porquê. Entendo, também, que a única coisa que vale a pena na vida é servir a Deus. A vida de um homem não consiste na abundância de bens que ele possui.
       Louvo a Deus pela vida da minha avó Maria, pois ela foi instrumento de Deus para a minha salvação. Ela me ensinou a orar, a gostar da igreja, a amar a escola dominical. Ensinou-me a ler a bíblia e a crer que ela é a Palavra de Deus, com o seu exemplo, a cada fim de tarde, em que se sentava em sua cadeira de balanço para lê-la.
      Ela não deixou bens materiais, mas deixou para nós um legado espiritual de Grande Valor. Deixou uma família unida, crente, que se ama, se respeita e vive em harmonia.
      Ela viveu para o Senhor. Viveu para a família e para servir a igreja.
Lembro dos alimentos, das roupas e dos remédios que ela sempre tinha à mão para atender a todos aqueles que vinham à sua casa pedir ajuda.
Apocalipse 14:13 diz que os que morrem no Senhor descansam das suas fadigas e são bem-aventurados.
É a Palavra de Deus. Cremos nEla.  Isso conforta o nosso coração e consola a nossa alma.
Ela está com o Senhor agora, e um dia, encontrar-nos-emos; todos aqueles que crêem em Jesus como Senhor e Salvador de sua vida.
      Que Deus nos abençoe em Cristo Jesus!
                            Transcrito do diário de Lari (Larissa).

      

domingo, 3 de março de 2013

O piquenique




Duas vezes por ano,
A professora da escola,
Executava o seu plano,
Preparado na cachola.

Era o famoso piquenique,
Que reunia a criançada,
Metida e muito chique,
Para comer a feijoada.

O evento na fazenda,
Ao som da voz do rio.
Tal qual feliz prenda,
Lindo, belo atavio.

A meninada corria,
E nunca se cansava,
Era imensa euforia,
Que ela demonstrava.

Via o galo correr,
Fazendo sua gracinha.
Dizia a turma a perceber:
Ele vai namorar a galinha.

A galinha fingia não entender,
As intenções do senhor galo,
Mas resolvia ceder,
E ria-se do espetáculo.

A gurizada fazia gritaria,
Pelo ato consumado.
O galo garboso saia,
Batendo as asas aliviado.

Muita coisa pra contar,
Dos piqueniques da infância.
Peripécias a enumerar,
Isto era uma constância.

E, assim, ia-se o dia,
E pra casa se voltava.
Com saudade da alegria,
Que o piquenique proporcionava.