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quarta-feira, 30 de abril de 2014

O TORNADO



De repente aparece no céu,
Uma coluna de ar giratória,
Violenta e veloz ao léu,
Não parece ser transitória.

É um redemoinho de vento,
Quando a nuvem anda e toca a terra,
Dá susto o seu aparecimento,
Pela destruição que encerra.

O povo ianque é propício,
Passar por tornado inevitável.
Frentes frias favorecem o suplício,
Em clima quente e instável.

O fenômeno mata e causa dor,
A tecnologia não pode conter.
Como um cone invertido sem amor,
A todos vem para abater.

Oh, tornado devastador!
Não separa ninguém!
Ao pobre ou rico causa terror,
Limite você não tem.



segunda-feira, 28 de abril de 2014

O CORETO

Fig. do Google


Bem no meio da praça,
Foi erguido um coreto,
Onde se ouvia música de graça,
Ao som de um quarteto.

A obra de arte fica lá,
Na Santa Inês tão querida,
Às margens do Jiquiriçá,
Oh rincão, garrido!

Em época de eleição,
Era palco de candidato,
Que em sua falação,
Se dizia sensato.

Discursos tão garbosos,
Que prometiam progresso,
Porém quando vitoriosos,
A cidade via o retrocesso.

Trago no peito, o carinho.
De minha infância veloz.
No coreto pisava mansinho,
Para ouvir do eco, a voz.

A imagem é viva em mim,
Traduzida em sã memória,
Porém merece um tintim,
O coreto vivo da história.

                            TUNIN.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

ORAÇÃO DA TARDE

Em teus olhos, Senhor,
Vejo a luz brilhar.
É o teu imenso amor,
Que, em nós, veio raiar.

Sentimos a infinita paz,
Que desce desde o alto céu.
A tua graça nos atrai,
Porque rasgaste o véu.

O véu que nos impedia,
De entrarmos no teu santuário,
Agora com plena ousadia,
Em teu sangue somos tributários.

Por isso cantamos com gozo e alegria,
Ao teu santo nome exaltado,
Homem nenhum morreria,
Para ver o pecador libertado.

Nesta oração da tarde,
Quero a minha gratidão te ofertar,
Porque não foste covarde,
Morrendo para nos salvar.



quarta-feira, 23 de abril de 2014

POBRE

  
Que mundo sufocante,
O da casta abandonada,
Que vive como errante,
Aos olhos da privilegiada.

Sua rotina é passar fome,
Em total desigualdade,
É o autêntico Zé sem-nome,
Falta há de humanidade.

Privam-lhe de roupas, sapatos, moradia,
Saúde, transporte, educação.
Enquanto poucos vivem na mordomia,
Rindo e curtindo satisfação.

Cobram do pobre, deveres,
Levando-o à privações.
Querem dele  afazeres,
Deleitando-se em mansões.

Pobre não tem direito,
Muitos pensam assim.
Isso é que é desrespeito,
Com o ser humano, enfim.

Se ele chora a sua dor,
Não é ouvido nem acalentado.
Tido é como lamentador,
E da porta enxotado.

Onde está o sentimento humano,
Que não vê o infortúnio do irmão?
Jogado nos braços do abandono,
Triste e perdido em aflição.


sexta-feira, 18 de abril de 2014

JESUS, A NOSSA PÁSCOA




 A nossa páscoa é Jesus.
Não é coelho, ovo, tradição.
Foi o seu sofrimento cravado na cruz,
Quem nos livrou da perdição.

Éramos ovelhas sem pastor,
Perdidas, jogadas, sem luz.
Na cruz, Ele se tornou nosso salvador,
E vivo em nós, hoje, está Jesus.

Ao seu grande nome, graças dai.
Não temeu a morte para nos salvar.
A Ele rendei glória e louvai,
Ao Deus forte, que sabe amar!

Ele morreu, mas ressuscitou.
Vivo entre nós, nos compensou.
No padecer da cruz nos resgatou.
A Ele, gratos, somos o Seu louvor.

A nossa dívida, ele cancelou.
Pregando-a na cruz de Cristo.
Só Ele de fato nos amou,
Resgatando-a e dando o visto.

Somos eternamente gratos,
Por esse amor imensurável.
Livres do pecado, somos imediatos,
Pela Sua graça memorável.



  

terça-feira, 15 de abril de 2014

FRUSTRAÇÃO



Acordei de madrugada,
Fui à janela observar,
E sentado na bancada,
Não vi o eclipse lunar.

A nuvem traiçoeira,
Frustrou minha curiosidade,
E ao romper da terça-feira,
 Só sobrou ansiedade.

Tanta expectativa no ar,
Na hora de o fenômeno passar,
E a lua em sangue se transformar,
Para o mundo contemplar.

A tétrade vai continuar,
E espero na próxima ver,
Seis meses vou esperar,
O espetáculo acontecer.

Neste século só repetirão,
Sete eclipses da natureza.
Os vivos, então, verão.
Do evento, a grandeza.

Ainda não é o apocalipse,
Nem é preciso evadir-se.
É apenas um belo toque astronômico, o eclipse,
Que a sombra da terra, faz a lua encobrir-se.




quinta-feira, 3 de abril de 2014

O MAR



Mar de águas salgadas,
Perto de mim, vem banhar.
Ondas altas açoitadas,
Na praia, quebra o mar.

Ao longe toca o céu.
Oh, sublime comunhão!
É testemunha o ilhéu,
Que o vê com devoção.

O mar da imensidão,
Presente do Deus criador.
Suas quentes águas de verão,
São primícias no alvor.

De longe vem a brisa,
Soprando do mar, o aroma.
Espalha águas, beija e alisa,
Altaneira, e grande dama!

Na alma, a Chica tem,
O gosto pelo verde mar.
Ao vê-lo, não se contém,
E um beijo quer lhe dar.





Em homenagem a nossa grande amiga e escritora Chica Tazza, pessoa a quem amamos muito.