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| FOTO: TUNIN |
O CÉU DE HOJE, VAI PARA CHICA, UMA ESCRITORA DE POA, QUE AMA FOTOGRAFAR A NATUREZA.
Ao reparar o céu, vejo nuvem!
Como guarda-sol da terra,
Que projeta sombra de aquém,
Sobre o dia que não se encerra.
Pode ser nuvem passageira,
Que até parece assustar!
Escurece o tempo como poeira,
Contudo o vento a faz dissipar.
São manchas pesadas da vida,
Que podem nos causar bulícios mil.
No entanto, fumaças brancas benditas,
Nos mostram o azul do céu anil.
Ao enamorar a branca nuvem,
Pensamentos voam no silêncio,
Imagens surgem rapidamente,
acofiando o coração carente!
TUNIN//JANEIRO/2026.
Pirâmide em miniatura,
Feita de cipó ou tiras de bambu.
Seu objetivo é aventurar captura,
De aves como sabiá, juriti ou jacu.
Posicionada no meio do agreste,
Enquanto o caçador fica à espreita,
Olhos fixos, como
a resiliência de um cipreste,
Sorri vitorioso, ao engaiolar sua presa.
A meninada no quintal se reunia,
Para brincar de armar arapuca.
E quando pronta, ficava a alegoria,
Corria para um gostoso banho no açude.
Era brincadeira ingênua infantil,
Visando o bicho cair na armadilha,
Nada de prática ou ação hostil,
Somente traquinagem e alegria.
TUNIN//ILHÉUS- BAHIA- JANEIRO/2026.
EM HOMENAGEM A MARIA JOSÉ OLIVEIRA SOUZA MOURA. QUANDO
CRIANÇA, GOSTAVA DE CAPTURAR PASSARINHO NA ARAPUCA.
A praça Cairu, em Ilhéus,
Situa-se no coração da cidade.
Já foi assunto em quadrinha de cordel,
Cujos versos, espelham realidade.
Por tão próxima ao velho porto,
Marinheiros lhe pisavam o chão.
Como cisnes brancos em busca de pouso,
Nas meretrizes, aliviavam o coração.
Mulheres de vida não tão fácil,
Povoavam, com disputa, a região.
Abriam seu íntimo palácio,
Para aprazeirar o varão.
Lugar pragmático notável,
Assim mostra a Amada literatura.
Por ela, poetas choravam suas mágoas,
Sem perder o tom da cultura.
O trem de ferro cortava seu dorso,
Com elegância ao chegar à última estação.
Seu apito firme, e animoso com gosto,
No compasso do “café com pão”!
De ponto inicial de transporte,
A paisagem viu o progresso renovar.
Hoje, exibe-se grandiosa e forte,
Como florida rotatória do lugar.
TUNIN//Ilhéus/ janeiro de 2026.
Da noite para o dia,
Ilhéus amanheceu diferente.
Patinetes espalhadas pelas vias,
Inflando o ego da gente.
Voltei ao tempo de criança,
Da patinete feita de madeira.
Nela depositava minha confiança,
Ao deslizar pela ladeira.
Impulsionava com um pé no chão,
A moleca pegava o vácuo, em movimento.
Batia forte o meu
pleno coração,
Em meio ao audaz atrevimento.
Hoje, o veículo está moderno.
Elétricos, localizados por GPS.
Tem buzina, freio e até lanterna.
A gente usa e deixa onde quiser.
Nós, ilheenses, estamos animados,
Com o advento das charmosas patinetes.
Logo, ficamos apaixonados.
Como se fosse marinete.
TUNIN//ILHÉUS/
JANEIRO/2026.
O forte e pequeno licuri,
O coquinho ouro do sertão,
Encontrado em terras da Bahia,
Fonte de renda e solução.
Mulheres, velhos e crianças,
Na eira de sua casa,
Munidos de pedra, como lança,
Extraem o coco de sua casca.
A pancada da pedra tem ciência.
Não se deve valer de extrema força.
Usar da sábia e prática paciência,
Duas ou três pancadinhas têm valor.
O licuri é o cacau do sertão,
Dele tudo se aproveita.
Do óleo extraído, faz-se sabão,
Cujo resultado, gera receita.
Tesouro que a caatinga nos oferece,
Fruto desafiador da seca.
Símbolo de resistência floresce,
Se bate sol forte, não resseca.
TUNIN//IOS, janeiro/2026.
Também conhecido como Ouricuri.
Na beira do rio, seu habitar.
Mansa, sociável, brincalhona.
Não deseja guerra; só paz,
No sistema ambiental, é patrona.
Passeia entre perigosos predadores,
Com calma que lhe é peculiar.
Nenhum deles lhe causa dores,
Não porque a teme, mas por respeito especial.
Com ninguém ela discute.
Segue tranquilamente seu carma.
Sua calma natural repercute,
Cuja presença desarma.
Lá pelas bandas de Itabuna,
No Rio Cachoeira, a nadar,
A famosa marrom grapiúna,
Que nos leva encantar.
TUNIN//DEZEMBRO/2025.