Seguidores

terça-feira, 10 de julho de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

domingo, 8 de julho de 2012

LÁGRIMAS





Lágrimas caem,
O coração chora,
Os pensamentos esvaem,
A esperança aflora.

As lágrimas são mantimentos,
Em mim, derrama a alma
Sobre os meus sentimentos,
A paz de Deus me acalma.

Cinzas são como pão
Cujas lágrimas misturam à comida,
Mas firme é o coração
Que vê no alto a força perdida.

As lágrimas, os meus olhos molham,
Mas em Deus, minh’alma repousa.
Os caminhos do Senhor me acolhem,
Para descanso e pouso.

Mesmo que seja dolorosa,
As lágrimas de meu rosto,
Mas sei ser vitorioso,
E não sentir desgosto.



sexta-feira, 6 de julho de 2012

ERAMOS TRÊS






Éramos três irmãos
De um mesmo casamento.
Davamo-nos as mãos,
Num só sentimento.

Dois meninos e uma menina,
Um trio grandioso!
Ela era a heroína,
Desse laço afetuoso.

Maria Odete, a primeira.
Antonio Roberto, logo veio.
Joaquim Manoel, o derradeiro.
Três corações, um só devaneio!


Não crescemos juntos
Porque Odete fora levada ao céu,
Assim desfez-se o conjunto,
E rasgou-se uma parte do véu.

Ficaram  os dois garotos.
Expectativa da família dor.
Eram como se fossem brotos,
Da árvore que perdeu sua flor.

O tempo rápido passou,
Nova dor na família se instalou,
Foi Joaquim Manoel que voou
E na glória residência fixou.

Hoje me vem à lembrança,
Aqueles rostinhos amados.
Solitário a vida me alcança,
Sem os meus irmãos alados.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

O MILHO QUE NÃO PLANTEI




Lá no fundo do quintal,
No monturo nasceu,
Uma planta do milharal,
Que sozinha cresceu.

Eu olhava aquela plantinha,
De um verde brilho elegante,
Sempre dava uma molhadinha,
Para que crescesse gigante.

Foi crescendo, foi crescendo,
E logo pendoou.
O amarelo lindo da flor rompendo,
Como o ouro que brilhou.

O pendão espiga virou,
Para a minha satisfação.
O pé de milho se orgulhou,
Do seu fruto amarelão.

Marquei o dia de colher,
Aquele cereal avantajado,
Mas vi o pássaro a comer,
O milho tão desejado.

Com o pássaro devorador,
Eu  muito triste fiquei
Porque ele foi o degustador,
Do milho que não plantei.



Dedicado às crianças: NENO, JOÃO FELIPE E PEDRO, lembrando de meus tempos infantis no sertão baiano.

terça-feira, 3 de julho de 2012

RIO, PATRIMÔNIO CULTURAL DA HUMANIDADE.



Meu Rio, Rio meu!
Paisagens belas tens!
Em meu; no coração teu,
A alegria vem.

Patrimônio cultural da humanidade,
Merecidamente agraciado.
A tua face revela a identidade
De livre, singelo, amado!

Sempre te admirei,
Olhando-te de qualquer ponto.
Em ti, me debrucei,
Num Rio de encanto.

O Pão de açúcar lá de cima.
Vê um Rio em  agitado fervor.
O Cristo Redentor inclina
Seus braços abertos em amor.

Floresta da Tijuca, Copacabana,
Aterro do Flamengo, Jardim Botânico.
São paisagens metropolitanas,
De puro teor balsâmico.

Na direção do olhar,
Avista-se belo céu de azul.
E a estrela cintilante a contemplar,
Sua beleza de norte a sul.

Parabéns, Rio de Janeiro!
Por ser a primeira em paisagem cultural.
E que este título alvissareiro,
Não te sejas banal!

domingo, 1 de julho de 2012

A AMIGA BICICLETA




Veículo inteligente,
Que roda na cidade.
Não é agente poluente,
Um brinquedo de verdade.

Nem de combustível precisa,
Só dois pés no pedalar,
É transporte que prioriza,
A qualidade do ar.

Pra praia ou para o passeio,
Toda hora é companheira.
Nesse gostoso balanceio,
Ela corre e vai ligeira.

Na garupa a namorada,
Vê a paisagem passar,
A rola canta animada,
Para ela escutar.

Sobe e desce ladeira,
Sem precisar reclamar,
Nunca fica de canseira,
E leva a qualquer lugar.

Neste domingo lindo dia,
O amor, na praça, a abraçar.
Ao lado, a bicicleta companhia,
Para os pombinhos transportar.

Andar de bicicleta,
É a liberdade conquistar.
É como o moço poeta,
Que vive a sonhar!