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segunda-feira, 24 de março de 2014

ACENDI MEU FIFÓ


Acendi meu fifó,
Na mesa de cabeceira.
Para arrumar o meu lençol,
Que veio da tintureira.

Não havia no sertão,
Energia, meu senhor.
A luz de combustão,
Às vinte e duas se apagou.

Não é boa a escuridão,
Por isso usei o meu fifó,
Para trazer a claridão,
Como se fosse luz do sol.

Meu fifó está presente,
Clareando minha leitura.
Sua chama ardente,
Dissipa a noite escura.

O fifó de estimação,
Com o tempo se acabou,
Mas guardo no coração,
A relação que ficou.




FIFÓ = pequeno lampião de querosene. Termo muito usado no nordeste.

sábado, 22 de março de 2014

SE OLHO...



Se olho no teu olhar,
Vejo a sensibilidade do ser.
Se olho na tua face,
Dá-me vontade de viver.
Se olho o teu sorriso,
Sinto de perto o enlace.
Se olho o teu cabelo,
Passo a mão e aliso.
Se olho no teu andar,
Vejo o jeito de seduzir.
Se olho no teu corpo,
Quero nele sumir.

quinta-feira, 20 de março de 2014

OUTONO


Chega o outono austral,
Logo após o quente verão.
O amarelar das folhas é florestal,
Característica desta estação.

As árvores ficam desfolhadas,
Para que não venham morrer.
No frio do inverno suas folhas são queimadas,
E sem respiração, não têm como sobreviver.

E assim as folhas se vão,
Mas a árvore sua vida preservou.
Caíram inertes, sujaram o chão,
E disse a planta, viva estou!

É a sábia natureza,
Que nos ensina o viver,
O que nos causa aspereza,
Descarta-se, para nos proteger.


quarta-feira, 19 de março de 2014

A LUA

Debrucei-me na janela,
Para ver a lua flutuar.
Fitava aquela coisa bela,
Querendo nela pousar.

Ela, a terra mirava,
Entre estrelas no infinito.
O romantismo brotava,
Como se fosse requisito.

Logo veio a densa nuvem,
E a lua se escondeu.
O seu brilho fiquei sem,
E a saudade, em mim, bateu.

Pensando em retornar,
Olhei para dentro de mim,
A lua há de voltar.
Como a poesia, não tem fim.

segunda-feira, 17 de março de 2014

O HOMEM E A CANOA

Lá no meio do rio,
O homem e a canoa,
Sol quente, o desafio,
Deseja uma garoa.

Passa horas a lançar,
Sua tarrafa na esperança,
de logo a rede balançar
com peixes vivos, em dança.

Mas o rio não está pra peixe,
E o que vem é a tal da baronesa,
Que como intrusa, em feixe,
Causa no homem, tristeza.

O pobre do pescador,
Rosto queimado do sol,
Pede ao céu que tenha dó
E traga-lhe o arrebol.

E o dia vai passando
sobre as águas poluídas do Cachoeira,
O homem choroso, pensando,
Nada tenho na algibeira!



 Poesia sugerida pela amiga Edilene Vieiras para ser postada no facebook.

sexta-feira, 14 de março de 2014

A POESIA


Poesia é inspiração,
Alma, alegria, revelação.
Que enche de paz e afirmação,
O sentimento de um coração.

A poesia é uma criança
Que nasce do pensar do seu autor.
A muitos ela alcança,
Traduzindo graça e fulgor.

É o lírico onde coisas acontecem,
Dependendo do olhar do leitor.
De imaginações férteis florescem,
O que leva o íntimo do escritor.

O bom da poesia é a liberdade,
Pois a palavra é a mercadoria.
A gramática sem rigor à fidelidade,
Nem é preciso simetria.

Ela desperta sentimento.
Enaltece e encoraja a alma.
Envolve o momento,
Com tranquilidade e calma.




Aos meus amigos do Blogger, aviso que estou voltando aos poucos, na medida das possibilidades. Obrigado pela atenção de todos.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

MÃE






Mãe de amor ardente,
Que sofre, padece, prevalece.
Segura, traz força pra gente,
Com  seu carisma nos fortalece.

Mãe inspiração de Deus,
Provida de amor bendito,
Nunca despreza os seus,
Tem no olhar, o infinito.

Mãe que nos ensina a caminhar,
Neste mundo cheio de pedregulho,
Para que possamos alcançar,
Vida plena e segura.

Mãe que amamenta,
Seja a hora que for,
Nunca deixa o seu rebento,
Mesmo sentindo dor.

Mãe da esperança,
Que cuida com justiça,
Do filho, a sua criança.
Nela não há preguiça

Mãe que não adormece,
Enquanto o filho não dorme.
Em seu colo permanece,
Com satisfação enorme.

De madrugada levanta,
Para o filho cobrir.
Nada lhe espanta,
Quer vê-lo, feliz, dormir.

Amor de mãe é uma canção,
Lindo, suave, perfeito.
Sempre pronta ao perdão,
Não se encontra defeito.

Muitas já foram embora,
Mas vivas no coração.
Ao surgir de cada aurora,
A Deus, a nossa gratidão!


Dedicado a todas as mães maravilhosas, em especial, da blogosfera.