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terça-feira, 7 de outubro de 2014

A CACHORRINHA

By Tunin.



Conheço uma cachorrinha,
De pelo branco tal qual a lã.
Atende pelo nome de Belinha,
E quem a conhece fica fã.

Quando alguém sai, ela protesta.
Quer todos juntos ao seu redor.
Gosta de receber muita festa,
Senão emburra como só!

Abana o toco de rabo sem parar,
Buscando atenção exclusiva,
Sobe no colo para cheirar,
Numa atitude defensiva.

A cachorrinha é muito esperta,
Faz manha pra chamar atenção,
Se não a enxergam ela dá o alerta,
Numa discreta choramingação.

Tem um rosto safadinho,
Mostra o riso no olhar,
Para e fica quietinha,
Esperando alguém afagar.


É o chamego da casa,
Essa pequena dengosa,
Alegre é e sempre arrasa,
Nas peripécias gostosas.


TUNIN.

sábado, 4 de outubro de 2014

CONTAR ESTRELAS




Noite escura sem luar.
A criançada na calçada a brincar,
Olha para o céu a procurar,
Brilhantes estrelas para contar.

Uma, duas, três na imensidão.
Contava cada uma sem parar.
No espaço paira a escuridão,
No firmamento, estrela a brilhar.

Divertimento sem igual.
A garotada experimentava.
Explorar o espaço sideral,
Da brincadeira, conquistava.

Olha, as ditas três Marias,
Sempre juntas a viajar.
Exclamavam os atentos espias,
Na aula prática sem luar.

Veja o Cruzeiro do Sul!
Parece a cruz da esperança.
De braços abertos orienta e conduz
Navios, ao porto, com segurança.

A estrela Dalva maravilhosa.
Sua luz a irradiar,
Astro força grandiosa,
Brilhar, brilhar sem parar.

Um risco luminoso de repente.
Risca o céu em raio fulgente.
Divide a opinião da gente.
Será uma estrela cadente?

Em algum lugar ela caiu.
Tomara que não seja por aqui.
Desceu do céu e fugiu.
Deve estar perdida por aí.

Estes pensamentos passavam
Pelo imaginário infantil.
Todos se encabulavam
Com aquela queda sutil.

Voltar para casa,
e um sonho sonhar.
À fantasia criar asa,
Para poder continuar.



Tunin.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

PASSAGEM ON-LINE (verídica)


O caipira foi à rodoviária,
Reservar passagem prá seu lugar.
Chegou ao guichê falou à moça:
Guarde uma pra “Potiragar”.

Ela toda fidalga,
Respondeu sem vacilar,
“Tio”, passagem agora é on-line,
Eu não posso reservar.
Alguém pode comprar,
Num guichê d’outro lugar,
E o “tio”, sem poltrona, pode ficar.

Ele sem nada entender,
Da tal da modernidade,
Retrucou sem contender,
Eu “num” quero ir pra olaine.
Veja a minha idade?!
Preciso viajar pra minha “Potiragar.”

Esse povo “muderno”,
“Num” sabe atender “veio.”
Pensa que “veio” é bobo,
E pode fazê dele peteca,
Mas ela não me faz de tolo.
Porque tola ela é,
Mesmo sendo uma menina,
Com linda cara de “buneca.”.

Vou me “arretirar.”
Em outra empresa vou passar,
Pra minha passagem guardar,
Porém para essa tal de olaine,
É que não vou embarcar.
Tenho de ver minha “veia,”
Que está a me esperar,
Sentada no banco da praça,
Da minha simples “Potiragar.”


Tunin

domingo, 28 de setembro de 2014

O MATUTO PAIZÃO ( Cordel)




O pai levou a fia,
Para o medicun consurtá.
Ela está sempre fria,
E vive a dismaiá.

O dotô num qué sabê
Da minina, a situação.
Ele diz e pode crê,
A duença? É mal do coração.

O pai ficô furioso,
Pela tá decraração.
Vive triste curioso,
Esperando a parição.

Procurô o meninão,
Prá tirá sastisfação.
Respondeu firme, o garotão:
Não tenho curpa, meu irmão!

Como qui  ocê não tem curpa
Se ela prenha tá?
Não venha com discurpa,
Ou ocê não é capaz?

Craro que sô capaz,
Purquê home sô.
Mai tem outro rapaz,
Que tua fia oiou.

O que tu fala muleque
Da fiel fia minha?
Ela num roda o leque,
Nem faz ponto na pracinha.

Procure repará,
O teu grande erro.
Arrume prá casá,
Ô te mando pró disterro.

O minino apavorô,
Com muito medo ficô.
Papelada perparô,

E com a minina si casô.

Tunin.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

UM LIVRO INTERESSANTE


ARQUIVO PRÓPRIO

Este livro é interessantíssimo. Gostoso de ler e com uma gama de informação espetacular. O autor é eclético. Ele se aventura por variados assuntos com desenvoltura e conhecimento de causa. É um livro que você abre e não dá vontade de fechá-lo até o último capítulo. Assim, aconteceu comigo. Numa sentada, “devorei-o”. Recomendo, também, depois de lê-lo, voltar a determinados capítulos para explorar mais os seus assuntos. Posso dizer que é uma delícia. O compêndio trata de uma moça com problemas existenciais a procura da cura para a sua “doença”.  Contrata um competente médico, sensível, cuidadoso e criterioso na assistência aos seus pacientes. E qual foi o diagnóstico para a tal doença da jovem?! Falta de informação, percepção, visão de mundo. Falta de cultura mesmo. Estranho?! Parece! Será que  o doutor acertou em cheio? Ele fez um “passeio” pelo mundo das informações e artes, despertando o olhar dessa mulher para uma vida do saber, sem se preocupar com a ostentação. Ela passou a ter conhecimento desde filósofos famosos a grandes pintores renomados. Da música simples, mas com conteúdo poético aos clássicos de Beethoven. Conheceu os políticos dos tempos das “cavernas” as “raposas” políticas da nossa era. Não esquecendo a teoria de Darwin. Tudo isso lhe foi ensinado, eu diria de modo cômico e agradável. Um verdadeiro show de cultura e informação. Bom, não vou contar se o resultado foi ou não positivo, senão perde a graça da curiosidade. Vá à Saraiva e adquira um exemplar. Você não vai se decepcionar.





Recomendo a todos os meus amigos que gostam da boa leitura. Está disponível nas livrarias Saraivas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

MEU JIQUIRIÇÁ

foto by tunin

                                                 

Meu Jiquiriçá já não tem grandeza,
Antes caudaloso, cheio de vida.
Caminho de pescadores em lida,
Choram a falta de outrora riqueza.

Fio de água corre manso no leito.
Tenta sobreviver a todo custo.
Pensa se vê, novamente, robusto.
Reclama das nuvens o liquefeito.

Nem na fragilidade ele se cala.
Trilha sobre pedras em Santa Inês,
E, nelas ouve a voz de sua fala.

Ele não quer nem deseja murchar,
Mas reviver tal qual flor em buquês,
Para ao Vale seu cheiro perfumar. 



Em homenagem ao Rio Jiquiriçá que nasce em Maracás-Ba e banha as cidades de Planaltino, Irajuba, Santa Inês, Ubaíra, Jiquiriçá, Mutuípe, Laje, Jaguaripe até desaguar em Valença, formando o famoso Vale do Jiquiriçá. O rio, hoje, está doente e pede socorro. Em meus tempos de criança ele era limpo e caudaloso. Saudades!
TUNIN.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

TULIPA VERMELHA

                                                       tulipa vermelha


Uma tulipa vermelha na mão.
A fina declaração de amor.
O charmoso luxo da linda flor,
Enaltece o sensível coração.

Pelo undécimo ano de casamento,
É a flor representante legal.
É como uma joia fenomenal,
Que sela e guarda o vero sentimento.

Tem no amor o poder do produzir.
Sugere, ao amante, ser amor perfeito,
Cujo cheiro perfuma o seduzir.

Quando o casal briga e fica ausente,
Remédio poderoso causa efeito,
Tulipa vermelha dê de presente.



Tunin.