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sexta-feira, 15 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
MÃOS
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Mãos que apalpam o oprimido,
Que oferecem e levam justiça
Para aquele esquecido,
Vítima da reles cobiça.
Mãos que plantam e regam,
A semente que vai morrer.
Que sustentam e protegem,
A planta que dela vai nascer.
Mãos que não se estendem ao mal,
Não magoam nem condenam o outro,
Aprimoram e defendem a moral,
Amparam e trazem consolo.
Mãos abertas para educar,
Seja o leigo ou professor.
Sempre dispostas a ajudar,
Para acalmar a sua dor.
Mãos abertas de alegria,
Que edifica não destrói.
Trazem afago à própria vida,
Tudo faz, tudo constrói
Mãos que firme seguram,
O coração do sofredor.
Que salvam e curam,
São as mãos do Redentor.
domingo, 10 de abril de 2011
ABRIL TRÁGICO
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| Do Google |
Louco, psicopata,
Sem Deus no coração.
Na religião se disfarça,
Para praticar sua intenção.
Tudo bem planejado,
Em seu conflito existencial.
Disposto e determinado
Na delinquência fatal.
Demonstrou não conhecer,
Em sua carta apelativa,
O Deus de grande poder,
Que não acolhe injustiça.
Crianças indefesas,
Covardemente massacradas,
Vítimas das incertezas
Que pelo mundo passam.
Realengo não será esquecido.
Desse momento sarcástico,
Choro e lágrimas vividos
Num manchado abril trágico.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A CEGONHA
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Dona Aurora, era a matriarca de uma família de descendência portuguesa. Tinha quinze filhos. Todos nascidos em casa, pois naquela época não havia a comodidade das maternidades.
Todo ano, dona Aurora exibia um barrigão que mais parecia um pote. Ela morria de vergonha dos filhos mais velhos quando ficava grávida. Sempre comentava com os menores que a cegonha a qualquer hora traria um novo irmãozinho para casa.
Chiquinho era um de seus filhos menores, mas era esperto, cheio de perguntas e atento às coisas à sua volta. Diferente dos demais!
Certo dia, dona Aurora estava preparando o jantar quando de repente exclamou:
- Deus meu!
- Estou enjoada, será gravidez!
-Oh, meu Deus aonde vou por a cara!
- Ajude-me!
Quando seu Manuel retorna do trabalho, ela vai direto ao assunto:
- Como explicar para os meninos que estou novamente grávida, homem?
- Seu Manuel devolveu:
oh, mulher, conta para eles a história da cegonha!
- Dona Aurora: Você pensa que é fácil assim, é? ... Eu já estou numa idade para não ter mais filho e ainda por cima meus filhos mais velhos o que vão pensar?
- Seu Manuel calmamente, diz:
fala que você está grávida e vai ter o filho, ora!
- Dona Aurora olha para ele e dispara:
você não tem jeito mesmo!
No dia seguinte quando seu marido sai para o trabalho, ela reune a filharada e meio encabulada fala que aquela casa, brevemente, receberá visita da cegonha. Os maiores riram de fazer graça. Chiquinho, por sua vez, sentado num banquinho a degustar seu saboroso mingau, gritou:
- Mãe, como é que o nenê está em sua barriga e é a cegonha quem vai trazer?
Dona Aurora pensou, pensou e resolveu falar:
- Filho, a cegonha vem bica a perna da mamãe e entrega o seu irmãozinho.
- Mãe, por aonde a cegonha vai entrar e bicar a sua perna se a gente não vê? Quis saber o garoto.
- Dona Aurora, imediatamente fala:
filho, ela entra pela chaminé devagarzinho para não acordar vocês.
O pimpolho não se conforma e interroga admirado:
- Será, mãe?!
Então, “vai” fazer um trato. Quando a cegonha chegar, aqui em casa, a senhora vai me acordar para eu “ver ela” voando trazendo no bico, enrolado no lençol, o meu irmãozinho. Pode ser?
Dona aurora viu-se com uma batata quente nas mãos. O que fazer? O que dizer? Nada! O jeito era concordar com a curiosidade do filho esperto e esperar o momento mágico da vinda da cegonha.
Observação: A cegonha foi escolhida como símbolo da maternidade pelo seu comportamento maternal. E as mães para não dizer como era o processo do nascimento escondiam a verdade através da lenda da cegonha. Tudo isto surgiu na Escandinávia e espalhou pelo mundo.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
FIM DE TARDE
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De braços dados com a mulher
No domingo ensolarado,
Saboreando o picolé,
Pensamento aliviado.
Pela praça lá se vão,
Curtindo o coração,
Desfazendo a ilusão
No outono de verão.
Um ri para o outro,
Cheios de cumplicidades,
Coração de fino gosto
Onde reina felicidades.
De repente beijos e abraços.
Afagam-se com alarde,
Força e estalos,
Neste belo fim de tarde.
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