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O Rio corre inocente,
Como córrego, outrora caudaloso.
Tem sentido a sua decadência,
Porque o homem o maltrata impiedoso.
Rio fonte de renda para muitos.
Grita sufocado no lamento.
Ribeirinhos tiram dele o sustento,
Entre lamas e detritos efervescentes.
Olha-se, com tristeza, para ele.
E o poder público caso não faz.
Parece anestesiado contumaz.
Por que tanto desprezo, meu Pai?!
As lavadeiras deixaram sua margem.
Foram para o solitário tanque sem vigor.
Já não contemplam o turvo de sua cor,
Nem o cheiro do perfume da flor.
TUNIN – outubro/2016.





