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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

HINO A SANTA INÊS (cidade)


Nossa cidade se ergueu
Junto às águas do Jequiriçá
Cheia de ternura cresceu
Honra o povo do lugar


Coro
Santa Inês
Santa Inês
Nos teus braços vou me aquecer
Santa Inês
Santa Inês
De ti, nunca vou me esquecer


De natureza agropastoril
Cultiva café, fumo, gado, sisal
Tem um belo céu anil
Da rocha, tira o cristal


Sua gente cantará
Hinos de graça e esperança
Na certeza de que alcançará
Alegria, riqueza e pujança
Tunin

RIO CACHOEIRA


Nas fraldas da serra de Itaraca ele nasce
Para muitos e muitos povoados banhar
Como Colônia a serra ele desce
Para no mar de Ilhéus suas águas lançar


Exibe-se com o nome de Colônia até
O afluente Salgado encontrar
Troca o nome na altura de Itapé
E Cachoeira vem a se chamar


No seu grandioso percurso
Rega uma grande região
Não tem cachoeira em seu curso
Qual a razão do seu nome, então?


Aldeias surgiram seguras
Ao longo do seu denso leito
Itabuna é uma das grandes figuras
Cidade imponente e de respeito.
Tunin

RIO CACHOEIRA DE HOJE

Em minha mocidade
Era uma festa transitar
De cidade em cidade
Para o rio admirar


Cheio e caudaloso
De águas límpidas em pureza
Dele peixe grande e saboroso
Vinha limpo à nossa mesa


Hoje o povo ribeirinho
Vive triste a lamentar
Chora sua dor de mansinho
Sem ter o que pescar


O Rio pede urgência
Para suas águas salvar
Mas o descaso e a incompetência
Vem de contínuo ignorar


Ele riacho virou
Causa-nos tristeza e dor
Do maus-tratos, também, sobrou
Um insuportável odor


Queria voltar nos anos
Para ver meu Rio potente
Livre dos crimes insanos
Do homem impenitente
Tunin

POR DO SOL EM ILHÉUS




Luz vermelha ao por do sol
Ilumina a baia do Pontal
Da janela descortina o arrebol
Coisa linda, sem igual!


É de  pura e agradável beleza
Que aos olhos se pode ver
Não tem lugar a tristeza
É Ilhéus, em seu entardecer


Águas batem no cais
Refletem a luz do poente
Uma sinfonia que jamais
Tira a alegria da gente


Venha correndo prá ver
Do antigo cais do Unhão
Só assim você pode crer
A natureza em perfeita comunhão.

Tunin

sábado, 25 de setembro de 2010

A revoada da Gaivota




Surge no céu azul,
A gaivota voadora.
Que vem da banda do sul,
Para tornar-se reprodutora.


Ao revoar a região,
Sob um mar salgado tão,
É a força da legião
Que juntas, em grupo, vão.


Numa  dança simetria,
O céu a enfeitar,
Com garbo e maestria,
A coreografia no ar.


Na copa da árvore, o seu ninho,
Para de o predador ocultar.
Ao nascer o filhotinho,
Vem mamãe para cuidar.


Sempre fico a admirar,
Olho fixo, no balé da gaivota.
Dia após dia a esperar,
O caminho certo de sua rota.


Coisa maravilhosa é,
O bando musicando no ar.
É o efeito de seu balé,
Que faz do olho, o delirar.
Tunin

Ilhéus, a terra.



Terra da dengosa Gabriela.
Retratada, em Jorge, como faceira.
De cheiro gostoso cravo e canela,
De modo ingênuo, vivia de brincadeira.

Terra da praça J.J. SEABRA.
Lá Sapho, a estátua, fica.
Na América do Sul, a única que há.
Vale fazer-lhe uma visita.

Terra da praça do cacau.
Onde morenas se deleitam ao amar.
Sentadas, em pé ou junto ao degrau,
Sentindo o gostinho do mar.

Terra da Lagoa Encantada,
Em branco véu de noiva, a cascata.
Pelos poetas, sempre venerada,
Grita elegante no silêncio da mata.

Terra da Avenida Dois de Julho.
Onde o sol se põe em poesia.
O ilheense se volta com orgulho.
Ao contemplar o fenômeno alegria.

Terra do Pontal tropical.
Lugar de prazer e amor.
Ali nada é artificial,
Ilha bela, cheia de calor!


Terra do badalado Vesúvio.
O Nacib fez seu habitar.
Com sol causticante ou dilúvio,
É o lugar de prosear.

Terra do cabaré Bataclan.
Na Praça José Marcelino se exibia.
Há lembrança e muito afã,
Da cafetina que o fazia.

Terra do coronel poderoso.
Suspirava dinheiro e poder.
Na lapela ar misterioso,
De um homem que escondia o sofrer.

Terra do Ceamev.
Colégio simples e acolhedor.
Guarda o carinho do mestre
Que ao aluno, fez doutor.

A terra é do sem fim.
Assim disse o amado Jorge.
Em seu narrar há lirismo, sim.
Porém deixou o romantismo em nós.




Tunin

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

BAIRRO DA GRAÇA (SALVADOR-BAHIA)

Bairro da Graça,
Graça de bairro.
Beleza na praça,
Como um poeta, narro.

Graça de praça
No coração da Graça.
Que  da paixão nasça,
O que a  pintura traça.

Na praça se amam,
Amam-se na praça.
Casais que andam
Cheios de graça.

Catarina Paraguaçu,
Idealizadora da Graça.
Índia, mulher caramuru,
Hoje, lembrada na praça.

Sítio tradicional.
Em Salvador, o coração.
Paisagem colossal,
Invade a emoção.

Ainda é uma menina,
De graça, graciosa.
A todos, contamina:
sua beleza formosa.

O romantismo da rua,
Mostra a Graça alegria.
Do morador que atua
E vive a sabedoria.

Graça, graça da Graça.
O meu amor confesso.
Espero por ti na praça.
Para assistir teu progresso.