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sábado, 4 de abril de 2015

O VENTO E O COQUEIRO

By Tunin




Um vento forte bate no coqueiro,
Faz suas folhas dançarem no ar.
Farfalham e brilham como o amar,
Mas fica firme a haste do madeiro.

O coqueiro balançando o vigor,
Demonstrando altivez na emoção.
Parece mexer brio coração,
De a mocinha cujo olhar sofredor.

E à tardinha chegando devagar,
Comunicando logo o anoitecer,
Pra viver outra cena no lugar.

Vento forte cedeu à brisa suave,
Como se fosse a paz do amanhecer,

Que salta do bico da bela ave.

sexta-feira, 20 de março de 2015

SENTINDO O OUTONO

Imagem:outono


Caminhando pela estrada,
Vejo a diferença no ar.
Raro é o canto da passarada,
Nem ouço a coruja piar.
             
Já não vejo as andorinhas,
Na sinfonia do voar,
Partiram as espertinhas,
Em busca de um quente lugar.

Folhas caindo ao chão,
À sorte do temperado vento.
Formam um lindo tapetão,
Como se fosse revestimento.

É tempo de deliciosos frutos,
Cultivados no pomar,
Hora de colhê-los maduros,
E depois saboreá-los.

E chega o outono frio,
Ao sabor da natureza.
Folhas secas com brio,
Enfeitam sua beleza.





terça-feira, 17 de março de 2015

MARINA

Foto by Chica.


Doce menina mulher,
Nasceu num lar amoroso e fiel.
Todos a amam desejam e a quer,
Esse favinho saboroso de mel.


Nome imortalizado por Caymmi,
Numa canção deveras dengosa,
Cuja feição idêntica ao vime,
Marina, bonequinha, você é preciosa.


Cheia de graça assim se tornou,
Esse serzinho bênção de Deus,
No meio dos Tazza ela pintou,
E o Neno garoto se enterneceu.


O mundo já a conhece,
Através das lentes da Chica,
Essa vovó sempre acontece,
Com imaginação e ideia rica.


Marina é a música com fino som,
Feliz para sempre o seu dia,
A sua vinda inspira o bom,
Eternizada na linda melodia.







CHEGOU O EDUMARES:


Lindo poema sim,
gostei, sim, de o ler
quem escreve assim
deve sim poeta ser!

Uma rosa a florir,
doce, linda Marina
a chorar ou sorrir
nasceu menina!

Com muita imaginação,
escreveu o poeta Tunin
tem guardadas no coração
palavras, sábias, sem fim


Em homenagem a linda netinha de Chica e Kiko, única neta da família. Que Deus a abençoe e guarde!


sábado, 14 de março de 2015

O mar (dia nacional da poesia)


By Tunin


Ouço o ruído de o mar gritar,
Entre ondas a sujeira secular.
De agonia ele geme e chora de dor,
O que o homem impiedoso plantou.

Lança a sua mágoa ao vento,
Desejando encontrar um ouvido atento,
Que o ouça e o veja sensibilizado,
Antes que o torne alucinado.

Sua espuma é secura na cor,
Guarda nela o desprezo acelerador,
Se da urgência não vier a cura?!
Ameaçada está a sua formosura.

Ele quer de volta ser límpido e seguro.
Que suas águas passem pelo depuro!
Onde todos aproveitem sem medo,
Do forte gigante como a um penedo.






quinta-feira, 12 de março de 2015

PÁSSARO SOLITÁRIO

By Tunin.




Andando pela estrada, vou.
Final de verão, quase outono.
O silêncio grita onde estou,
De relance a relva espiono.


Sobre a haste do seco mato.
Vejo um serzinho solitário.
Parado, pensando a vida em seu recato?!
Nada! É o papa-capim enfeitando o cenário.


Aproximei-me devagarzinho.
Não poderia perder a oportunidade.
Em fotografar aquele animalzinho,
Para matar a minha curiosidade.



Ele bem comportado,
Permitiu-me a façanha,
Fiquei um pouco desconfiado,
De sua cordialidade tamanha.


O galho seco pendeu,
Como se fosse uma gangorra fugaz,
E o bichinho se prendeu,
Numa agilidade perspicaz.


Ele lá no galho ficou,
Dei curso ao meu caminho,
Saudade em mim deixou,
Aquele menino passarinho.













domingo, 8 de março de 2015

MULHER

By Tunin

Marcada pela feminilidade,
Essa criatura feitura de Deus.
Curvilínea ao modelo assim se fez.
Tem n’alma forte sensibilidade.

É festiva tal qual linda orquestra,
Cuja melodia soa canção.
Os seus lábios abrem em oração,
Num toque resplandecente de mestra.

Mãos delicadas, esplendor romance.
Deslizam na face, justo amor.
Olhos molhados não perdem o lance.

É persistente, enfrenta o que vier.
No caminho amor, vive o pudor.
Sua elegância é força de mulher.




Este soneto é dedicado a todas as mulheres que acompanho através dos blogs e facebook. Não quis individualizá-las para não cometer injustiças.
Dedico a todas vocês o meu sincero respeito e admiração pela grandeza de vida que vocês nos ensinam.

Parabéns guerreiras!

sábado, 31 de janeiro de 2015

LÁ VAI O NAVIO

By Tunin

Pelas ondas altas do velho mar,
Singrando lá vai, veloz, o navio.
No cais penetrou o silêncio vazio,
De quem parte para não mais voltar.

Como edifício branco flutuando,
Iluminado convida pra festa.
A orquestra se posiciona e atesta,
O som que vai sobre o mar ecoando.

Lá dentro vidas deslumbradas sonham,
O balançar sobre ondas, seu carinho.
Na pista cantam e suave dançam.

Prometendo em outro cais vir aportar,
O flutuante segue seu caminho,
Vencendo a travessia sem cansar.