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terça-feira, 29 de março de 2011

MORADORES DE RUA

DO GOOGLE
           
Hoje cedo fui à igreja. Ao sentar num dos bancos daquela casa de oração, vi, pela porta, dois moradores de rua acabando de acordar sobre o papelão fino que usaram, como se fosse colchão, para aplacar a umidade da noite relenta sob as asas do tempo.
            São considerados lixo da sociedade. Termo pejorativo aplicado em semelhante nosso. Isso vem da própria sociedade que o empurra para a marginalidade e nada faz para minorar o sofrimento desses seres humanos.
            São sofredores potenciais. Não acham um olhar de carinho, de amor. Só de reprovação e desprezo. Estamos tão acostumados a ver os moradores de rua que não damos a devida atenção para o grito surdo deles. É como se fosse muito natural, porém chega um momento que a sensibilidade paira sobre nós e vem à pergunta, o que posso fazer?
            Meditei: como eles precisam de ajuda! Por que estão nessa situação? Desprezo da família? Doença incurável? Bebida? Ou por vontade sua por motivos particulares?
            Não é justo que um ser humano pensante possa viver em tamanho abandono, comendo do lixo, vivendo de intrigas, cheirando mal, difícil de conviver!
            Muitos vão para a rua por motivos familiares, tais como espancamento por pai, mãe, irmãos, padastro, madrasta, etc. Outros por uso de drogas falta de emprego e até por problemas com a justiça.
            Falta participação do governo?  Sim. Onde estão os programas sociais que possam alcançar essa gente? Ninguém sabe. Se o governo não atua competentemente, precisamos encontrar meios para resolver essa questão. Como fazer isto? Unindo forças. Buscar ajuda do poder público. Visitar periodicamente essas pessoas, estudar caso a caso e enviar para as entidades competentes para o tratamento adequado. Não basta enchermos a barriga deles por ocasiões das festas religiosas. Eles precisam de vida digna todos os dias. Não podemos ficar de braços cruzados. É um ser humano que pede socorro no silêncio de sua piedade.



9 comentários:

Carla Fernanda disse...

Bom dia Tunin!
Falata tanta coisa no mundo, principalmente o amor.
Carla Fernanda

Carla Fernanda disse...

Se todos fizessem essa mesma pergunta, talvez o mundo teria mais ações humanitárias. Agora não é só as pessoas que estão em agonia, o planeta pede socorro. Aí sim Tunin, estaremos todos no mesmo barco, querendo ou não.
O ser humano ....putz
Só não podemos perder a capacidade de indignação e parabéns pela sua sensibilidade!
Carla Fernanda

Anne Lieri disse...

Tunin,com esse texto mobilizou corações que,com certeza,mais orações irão dirigir a essas pessoas tão desamparadas de tudo!Muito triste a realidade desse país!Um texto significativo e que nos cobra atitudes tb,nas entrelinhas,pois já não basta nossa indignação!Gostei muito!Bjs,

CARLA STOPA disse...

Trsite Tunin...Precisamos mesmo fazer mais...Grande abraço.

chica disse...

Grande verdade essa.Tunin! Vemos tantas coisas e parece acostumamos com elas. Triste realidade!!! Belo grito aqui!!!abração,chica

Vinicius.C disse...

Olá meu amigo!!

Pois é Tunin, infelizmente temos esta realidade bem ai como estampas que alguns ou a grande maioria fingi nao ver.

O engraçado é pensar ou acharmos que não somos responsáveis, pois sinto-me muito responsável por cada pano no chão, por cada olhar triste ou criança que pede.

Amigo real teu post, é cru!

Um forte abraço!!

Nos encontramos no Alma.

JGCosta disse...

Concordo meu amigo, são iguais a nós e ao mesmo tempo tido como inferiores, isso é no mínimo cruel!

Empurrar a responsabilidade para o Estado é complicado, eles vão dizer que tentaram incluí-los nos mais variados tipos de programas sociais, mas eles simplesmente não se adaptaram e voltaram para o seu estilo de "vida"!

A meu ver tudo tem um porque, um início, algo que disparou um desiquilíbrio nesses nossos irmãos, que os tornam arredios e, de certa forma, conformados com a sua triste realidade. Creio que aí está a chave para fazê-los retornar ao nosso convívio, descobrir o que os levou a iniciar essa jornada que muitos insistem não ter volta.

Gostaria de poder me empenhar numa jornada dessas e livrar um desses irmãos de tamanho tormento, creio que seria esse o maior feito em toda a minha vida. Creio que é por isso que tantos, com corações tão bons, acabam dando o primeiro passo nessa direção, na busca constante da ressocialização, e jamais deixam de estender a mão. Muito provavelmente eu seria um deles também, muito provavelmente um dia serei...

Parabéns pela maravilhosa reflexão que nos trás!

Abraços renovados!

Luísa disse...

Falta muita coisa sim....falta, tal como afirma Carla fernmanda, amor!Falta linguagem d´alma!Falta acção de promoção de qualidade de vida...falta, falta,falta....
Bela reflexão!!!

Mare disse...

Mas este é o nosso Brasilzão meu filho!
Parabéns pelo texto.
Temos que achar soluções
Como? Unindo forças