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sábado, 30 de abril de 2011

PAI DE AMOR

do google
Ajuda-nos a confiar em ti.
Não somente acreditar, mas confiar!
Faz de nós um Davi que confiou tão somente em ti.
Não serão confundidos os que esperam somente em ti.
Guia-nos pelas veredas da tua verdade e ensina-nos, pois a nossa salvação está em ti.
Pelo Teu nome, pai de amor, perdoa as nossas ofensas que são muitas.
Guarda a nossa alma e redime-nos porque mesmo que um batalhão viesse contra nós, teríamos a tua guarda, se confiarmos em ti.
Ouve, pai de amor, a nossa súplica e tem piedade de nós respondendo as nossas intercessões.
Sabemos, pai de amor, que o descanso em ti, traz-nos saúde espiritual. Então Senhor, faz-nos descansar em ti e confiar.
Em o nome de Jesus,
Amém.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

CASAMENTO DO REI


do google
Assisti logo cedo,
Um casamento real.
De cara percebo,
Uma Camila sem sal.

Parecia que ali
Não era o seu lugar,
Pois a rainha dali,
Não a tomou popular.

O cortejo, uma epopéia,
Bem ao gosto do britânico.
No trono, uma plebéia,
Para William, sabor balsâmico.

De amarelo, a rainha,
Com bolsa inseparável,
Brilhante à mostra tinha,
Elegante e agradável.


Nunca vi tanto chapéu,
Com tom fantasioso,
Alguns pareciam um arranha-céu,
De gosto duvidoso.

A cerimônia de esperança,
Disse o bispo na homilia,
Entre ambos, a confiança,
Para que a promessa viva.

Cavalaria na rua se via,
Carruagem de cor vermelha forte,
Onde Charles e Di um dia,
Também usaram como transporte.

Lá se foram os pombinhos,
Para a alcova com ardor,
Lá, trocarão bons carinhos,
Juras muitas de amor.

Toda mulher quer e deseja,
Núpcias festivas assim.
Na carruagem, com o príncipe almeja
Exibir seu vestido de cetim.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

MIMI E MIMU

do google
Mimi era uma gatinha angorá que vivia num palacete coberta de mimos.
Quando saia à rua para passear, usava vestidos especialmente feitos para ela. Nada lhe faltava. Havia comida em abundância e trato com carinho.
Se não tivesse um vestido novo para os famosos passeios, Mimi esperneava, miava e ameaçava não sair.
Dona Ema, sua dona, andava meio preocupada com aquela situação.
Mimi está exagerando na vaidade, diz sua dona. Isto não pode ficar do jeito que está! Ela precisa de uma lição! Reclama, preocupada, dona Ema.
Certo dia, num de seus passeios habituais, encontrou, na esquina, um vira-lata (cão sem raça definida), magrinho e esfomeado. Como a convivência entre cão e gato nunca foi pacífica, os dois se estranharam de cara. Mimi miava e lançava-se contra o cachorro faminto. Por sua vez o vira-lata rosnava, mas não tinha forças para enfrentar Mimi.
Naquele momento, Mimi achou que fora vitoriosa, pois o pobre cão na humildade de sua fraqueza colocou o rabinho entre as pernas e foi-se saindo de mansinho.
Num instante de intuição, Mimi se posiciona sentada, olha tristemente para sua dona e uma lágrima cai-lhe dos olhos. Dona Ema, instantaneamente, entendeu aquela situação piedosa de sua gata. É como se implorasse: ajude o vira-lata, adote-o. Mate-lhe a fome. Imediatamente, D. Ema atendeu ao apelo daquela lágrima de sua estimada Mimi. Saiu correndo para alcançar o vira-lata e quando o encontrou, fez-lhe um afago, colocou-o no colo e deu-lhe abrigo em sua casa.
Em casa, as primeiras providências foram tomadas, como dar banho, remédio nas feridas, comida.
O animal começou a despertar o interesse de todos da casa, quando Bolinha, o filho gordinho, daí o apelido, de dona Ema, perguntou:
Ih, mãe, ele não tem um nome!
É mesmo, filho, respondeu d. Ema.
Qual seria o nome mais apropriado, perguntou ela?
Bolinha não vacilou e disse:
- a Mimi é a Mimi, então ele vai-se chamar de Mimu, pois foi através do seu mimo que ele ganhou casa nova com comida e tudo, igual a Mimi.
 D. Ema ficou envaidecida com o nome batizado e agradecida por ter tirado Mimu das ruas, do abandono, da fome, do frio e lhe ter dado um lar.
O convívio de Mimi e Mimu já não era de cão e gato, mas de dois animais com naturezas diferentes que encontraram no humano, o amor e acolhimento.
Os passeios solitários de Mimi ganharam colorido com a presença carinhosa de Mimu.
Viveram pacificamente, lado a lado, como se fossem de mesma espécie!
Adote um animal!


terça-feira, 26 de abril de 2011

TRAVESSURAS DE UMA SAPECA

Do google


      Numa cidade interiorana de porte médio, vivia uma família de classe média com oito lindos rebentos. A caçula cujo nome é Doriana desde cedo demonstrava ser  uma menina viva, cheia de energia e peralta.
      A loirinha era bem resolvida.  De natureza irrequieta, tipo nariz arrebitado, como se diz por aí.
     Na infância, fazia tantas travessuras que ao acalmar dos ânimos, os adultos caiam no riso.
    Certo dia, uma amiga de sua mãe, dona Luciana, confiou sua filhota, Lucy, loirinha de cabelos compridos e sedosos, brincar com Doriana. Ela quando viu a menina seus olhos brilharam, pois já maquinava o tipo de brincadeira que iriam realizar.
    Assim que a mãe da pequena saiu, Dori, como era carinhosamente chamada, pela família, convidou Lucy para brincarem debaixo da cama de fazer penteados. Uma penteava a outra e, assim, a brincadeira corria solta. Que lugar mais inusitado para brincar, não! De repente, Dori perguntou a Lucy se ela não queria cortar o cabelo. A menina de pronto disse que queria. Dori não se fez de rogada.  Pegou a tesoura, sem a mãe ver, e fez a festa na cabeça de Lucy. Ela ficou careca, carequinha. Ao terminar o feito, continuaram a brincadeira, só que a pobre Lucy já não tinha cabelo para ser penteado. Dori recolheu todo o cabelo que se espalhou debaixo da cama e colocou dentro do colchão para ninguém ver.
    Num instante, dona Etelvina, mãe de Dori, estranhou o silêncio das duas e saiu a procurá-las pela casa.
              - Doriana, onde estão vocês? Gritou ela.
              - Respondeu Dori, aqui mãe!
              - Onde? Quis saber dona Etelvina.
              - No quarto, mãe!
              - Fazendo o quê?
              - Brincando, argumentou.
             - Aí é lugar de brincar?! Já para sala. Vamos! Berrou dona Etelvina, zangada.
      Quando as duas apareceram, d. Etelvina não reconheceu Lucy e perguntou: de onde saiu essa menina, Doriana? “Cadê” Lucy?
              - Dori, com a cara mais lavada possível, disse: olha ela aí, mãe!
      A pobre da dona Etelvina botou as mãos na cabeça e falou: menina, o que foi que tu “fez” no cabelo da filha dos outros, criatura!
      Ela simplesmente respondeu: corte! Ela deixou, eu cortei mãe!
      Doriana, o que eu vou falar para a mãe de Lucy, menina! O marido dela, seu Bento é soldado dos valentes e prende as pessoas na base do cassetete. Quando Dori ouviu a mãe falar das qualidades do pai de Lucy, a sapeca Dori não se conteve e o xixi começou a descer pelas pernas como se fosse um rio.
      - E o que é cassetete, mãe? Quis saber a menina.
     - É um bastão de madeira ou borracha que o policial usa para bater, respondeu dona Etelvina.
      Naquela hora, Dori já não só se urinava, mas borrava-se também. O pânico que ela sentia de medo de seu Bento era tamanho que dava pena de ver.
     Além do medo do pai de Lucy, ainda tinha de enfrentar seu próprio pai, homem enérgico que não gostava de brincadeiras e punia seus filhos com severos golpes de palmatória nas palmas da mão, caso cometessem algo que trouxesse algum prejuízo para a família ou outrem.
    Doriana implorou a mãe não contar ao seu pai a peraltice praticada em Lucy. Sorte dela que o seu genitor estava em viagem, a negócio, e só estaria de volta quinze dias depois. A mãe diz a Dori que iria pensar no caso dela em relação ao seu esposo.
    A expectativa agora era a vinda da mãe de Lucy para pegá-la de volta. Dori estava com os olhos tão arregalados que não cabiam em seu rosto. Ficou o tempo todo sentada na calçada da casa para ver a hora de  a  mãe de Lucy apontar na esquina e ela ir ao seu encontro para relatar o fato.
    De repente, aparece d. Luciana. Dori sai correndo, aos prantos, para encontrá-la. Quando chega perto, dona Luciana toma um tremendo susto. O que houve Doriana? Aconteceu alguma coisa com a minha filha? Fala logo, menina?
   Dori começou a gaguejar dizendo: do, do dona Lu, lu, ci, ci  ana, eu, eu cor, cor tei  o Ca, Ca, be, be lo de Lucy. Foi, foi sem, sem que, que rer. Fez um drama daqueles capazes de fazer correr rios de lágrimas nos olhos do mais rigoroso cristão.
   Dona Luciana balbuciou algumas palavras já bastante nervosa. ”Tá” bom, vamos ver como estão as coisas. Dori acompanhou  aquela senhora mostrando-se arrependida e dramática.
   Quando dona Luciana viu a filha quase tem um infarto. Filha, o que fizeram com o teu cabelo?! Você está careca! O teu pai que tanto gosta do teu cabelo vai ficar furioso quando te ”ver”. É provável que ele venha aqui tirar satisfação com os pais de Doriana.
   E você, menina, abelhuda, por que fez esta malvadeza no cabelo de minha filha? Depois sai correndo com cara de santa arrependida! Se fosse minha filha, tomaria uma surra tão grande capaz parar na água com sal. Vou contar ao pai dela. Você vai ver. Puxou Lucy pelo braço e nem tchau deu para as pessoas que estavam ao redor e, foi-se embora.
   D. Etelvina, coitada, mulher bondosa e cheia de vergonha não sabia o que dizer. Pedir desculpas a mãe de Lucy, não resolveria o caso. Bater em Dori aplacava um pouco a raiva, mas não traria de volta a cabeleira de Lucy. O que fazer? Era necessária alguma punição para frear os atos de peraltices de Dori. Parou, pensou e decidiu seguir o seu coração de mãe. Chamou Dori à parte, pegou a saborosa, apelido dado pelas crianças a temida palmatória numa antítese de figura. Aplicou 12 bolos, seis em cada mão de Dori. Bem verdade que foram bolos, tipo coração de mãe que não machuca.  Dori, por sua vez, ao apanhar, dizia que nunca mais faria aquilo.
  Dona Etelvina, receando o seu Bento, falava para Dori, você já pensou se o pai de Lucy nos levar para a delegacia? Estamos todos perdidos. Como vai ficar a nossa  reputação, Doriana?
 Quando acabou todo aquele momento de conversa, dona Etelvina entrou em seu quarto, ajoelhou-se e rogou ao Senhor Deus que contivesse o estado de espírito  de seu Bento para  que ele não levasse aquilo como se fosse um  ato praticado por um adulto, mas por obra de duas crianças que brincavam e não sabiam as consequências de suas ações.
 E o Senhor ouviu a oração daquela mãe aflita e o temido pai de Lucy por lá não apareceu, mas nem Lucy nem sua mãe nunca mais passaram pela porta de Doriana.
 Dori prometeu a mãe, de pés juntos, que nunca mais  iria traquinar, contudo foi  por pouco tempo.


      
           

domingo, 24 de abril de 2011

AINDA HOJE

do google
Ainda hoje, senti o teu olhar,
Sedutor e brejeiro,
Querendo me alvejar
Com o teu fino cheiro.

Ainda hoje, faz frio, faz calor,
Na mistura de estação,
Mas o quente do teu olor,
Faz palpitar o coração.

Ainda hoje, o pensamento,
Volta para ti somente,
Em um sonho presente,
Que só a alma sente.