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terça-feira, 30 de agosto de 2011

O BONDE DE SANTA TERESA

imagem do google.


Bairro romântico e charmoso,
Na colina do coração da cidade.
Atrai o turista orgulhoso,
Por pisar neste chão verdade.

Há anos um retrato intocável,
Tal qual parado no tempo.
É o melhor do Rio antigo notável,
Revivido em dócil momento.

Sua história contada ali na esquina,
Fascina o artista, seu charme.
Dele nasce a pintura mais fina,
Que inspira a quem faz bela arte

Em suas ruas estreitas e tortuosas,
Fincado estão trilhos secular,
Onde transitam bondes graciosos,
Cuja cena é espetacular.


Lá do largo da carioca,
Quantas vezes passei, os Arcos, contigo.
Para ir ter com Teresa que coloca,
A nobre paisagem do Rio antigo.

Ele é patrimônio histórico,
Tombado para ser conservado,
Porém vira carro alegórico,
Que após, é desprezado.

Hoje tua sorte está em jogo.
Pede socorro, atenção e carinho.
Que não haja discurso demagogo,
Que impeça o passar do amarelinho.

Desejo te ver elegante,
No sobe e desce da ladeira,
Tu és figura tão galante!
Como o som da cirandeira.

sábado, 27 de agosto de 2011

O GRILO DE MANHOSA


     



Manhosa era uma cadela que estava avançada em dias. Suas forças já não eram como dantes, mas vivia bem cuidada desde sempre.
Construiu-se uma casinha toda especial só para ela passar o resto de sua vida bem sossegada. Após o passeio matinal para o saboroso banho de sol e o delicioso banho de limpeza, ela retornava para o seu aconchegante lar. Ali ela se distraía com uma bola azul que ganhara de presente de seu querido dono, o Tatá.
À medida que Tatá crescia Manhosa ia ficando mais velha e já não tinha disposição para corresponder as brincadeiras do rapaz.
Tatá a amava porquanto a cachorra fora sua fiel amiga por todo o seu tempo de adolescência. Ele cuidava do animal com clara dedicação.
Certa noite, tatá acorda com o rosnar insistente de Manhosa. Ele pensou: o que está acontecendo com ela?!  Ela não chora assim à noite?! Será que está com frio? O pelo de Manhosa, face à idade, está bem ralinho, imaginou ele. Pode estar gelada. Vou levar uma manta bem quentinha para ela. Ajeitou-se, desceu a escada de madeira bem devagarzinho para não acordar a casa.
Ao chegar ao canil, lá estava Manhosa se mexendo e remexendo, grunhindo.
- O que foi Manhosa? Perguntou Tatá. Ela só abanou o rabo e ficou quieta. Ele pegou a manta e cobriu o animal e voltou para o seu aposento.
Minutos mais tarde, a cachorra recomeçou a chorar. Tatá, preocupado, se pergunta, o que está acontecendo a minha cadela, será que ela vai morrer, meu Deus? Resolver ir vê-la de novo. Desta feita ficou escondido atrás da porta para ver o que se passava.
De repente ele ouviu um cri.cri.cri.cri.cri.cri.cri.cri.cri.cri vinda lá de cima do canil. É um grilo macho!!! Será que é isto que está incomodando minha cachorrinha? Vou testar, disse ele. Foi lá e espantou o inseto. Aí a calmaria voltou a reinar no mundo de Manhosa. Agora, sim “tá” tudo bem com a Manhosa, mandei o bicho embora, tanto eu como Manhosa vamos dormir em paz e retornou para o seu quarto.
Não durou muito tempo e nova reclamação de Manhosa.
Desce, novamente, em proteção à cachorra e olha quem estava lá “cricricando”? O teimoso grilo!
Tatá ficou zangado, mas não quis matar o grilo, mesmo sabendo que ele comia as folhas da hortinha de sua mãe, porém é a sua alimentação, e não estava deixando sua Manhosa descansar.
Já sei o que vou fazer, disse Tatá. Pegou uma toalha fina, lançou-a em cima do grilo e o capturou.
Quando estava com o inseto saltador nas mãos, sorriu vitorioso. Abriu o portão, desceu a rua e foi dar num rio que corta a cidade e lá deixou o incômodo de Manhosa. O grilo foi “cricricar” em outras bandas e permitiu que sua cachorrinha dormisse o seu sono tranqüilo sem grilo em sua cuca.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

NÃO TENHO MEDO DA MORTE

imagem do google

Não tenho medo da morte,
Mas tenho medo de morrer,
Ficar improdutivo à própria sorte,
E num leito padecer.

A morte é inevitável,
Todo vivente a verá,
O momento pode ser superável,
Porém tudo que nasce perecerá.

Para que sofrer e se angustiar,
Desperdiçar o tempo assim,
O melhor é viver e sossegar,
No aguardo do tempo do fim.


Há um segredo cabal,
Culminada ali na cruz.
Para a morte ter um feliz final,
Abra o coração, siga a Jesus!


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

ROBÔ BEIJA-FLOR.

imagem do google.
Vi pela televisão,
Um robô beija-flor,
Objeto da imaginação
De um hábil inventor.

O modelo para no ar,
Numa bela imitação,
Parece querer saudar,
O pai da invenção.

Tem o aspecto do belo pássaro,
Porém sem o encanto fulgor,
Mesmo com o esmero  preparo,
Prefiro o meu natural beija-flor.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Senhor, quero amar-te

imagem google
Senhor, Deus amado, quero amar-te.
Purifica a minha língua,
Liberta os pensamentos meus,
Renova, em mim, a bênção do primeiro amor,
Unges-me com o sangue purificador.

Curvo-me aos pés teus,
Pedindo perdão pelos pecados meus,
Saúde espiritual derrama em mim,
Traz a paz do teu Espírito assim,
Para vivificar a alegria no bom caminho,
E  chegar a Tua eternidade, enfim!

domingo, 21 de agosto de 2011

O COLIBRI

imagem do google
Sentado no jardim estava,
Quando veio o colibri.
Batia as asas, e no ar, pairava,
Como se cumprimentasse a mim.

Sossego e alegria,
Vivi momentos ali.
Era um novo bom dia,
Que trazia o colibri.

Seu bico fino e faceiro,
Que a flor sabe beijar.
Elegante e brejeiro,
O amor para enfeitar.

De repente fez uma saudação,
Esvoaçante e fugiu.
No coração deixou o regozijo,
De um colibri que partiu.

sábado, 20 de agosto de 2011

FINGIMENTO NA LEITURA

imagem do google



Naquela sexta-feira nublada, que anunciava nostalgia, peguei um ônibus em Itabuna em direção a Ilhéus. Acomodei-me na poltrona e abri um livro para apreciar sua leitura e tornar mais agradáveis os 0h45min da viagem. Ledo engano! Ao meu lado, sentou-se um senhor aparentando seus 42 anos que matracava sem parar. Ele discorria sobre a corrupção no governo, do político que a mulher chifrou, misturava com a derrota do Vasco, rindo das “caras” dos vascaínos, numa sequência de assuntos sem final para nenhum. Conversa totalmente inoportuna. O pior é que o tagarela exigia a minha atenção, mesmo eu respondendo monossilabicamente ou rindo insossamente, sem desviar os olhos do livro que fingia ler.
Que viagem! Foi um tormento trajetal! Deu-me vontade de pedir que calasse, e considerasse o meu momento leitura, mas em nome da boa educação não me permiti a isto.
A matraca continuava em sua frenética falação incomodativa. Os ocupantes de outras cadeiras sentiam-se, também, molestados face às reações lidas em seus semblantes.
Os quarenta e cinco minutos pareceram durar uma eternidade!
Quando o destino surgiu, ele perguntou: chegamos?
- Eu, de pronto, respondi: graças a Deus!
- Ele retrucou, dizendo: não levamos nenhum susto, hein!
- Eu, novamente, ri, sem graça, e o tal, felizmente, desceu no primeiro ponto de parada do ônibus. Ufa!
E o livro que seria o divertimento na viagem, ficou, apenas, o fingimento da leitura.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O AMOR ACONTECEU

imagem do google



De longe a silhueta
Balançava ao vento,
Parecia a vinheta,
Que fazia o ligamento.

Somente um olhar,
O teu olhar enterneceu.
Nem foi preciso acreditar,
O amor aconteceu.


Do coração, o amor surgiu
Como chama num acendedor,
O olhar prosseguiu
E n’alma penetrou.

Foi um ímpar momento,
De carinho e amor,
Cujo coroamento,
O altar consagrou.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

SAUDADE DE "SEU" JESSÉ

imagem do google
Hoje ele nos deixou.
Passou pela vida,
E seu marco ficou.
Viveu a alegria,
Que Deus lhe legou.

Homem reto, passou a lisura.
Pai amoroso, sogro conciliador.
em meio  à família, pregou a doçura,
Coração vibrante, cheio de amor.


Esposo zeloso,
Cuidou bem do lar,
Amigo fervoroso,
Veio acrescentar.

Para os netos foi modelo
De avô cidadão.
Sempre os amou com desvelo,
Exprimindo dedicação.

Quando por aqui esteve,
Amigos conquistou.
Nunca se deteve,
Sempre avançou.


Nossas lágrimas caem sutilmente,
Vindas do coração.
Olhos tristemente,
Dizem adeus com emoção.


Sua memória viverá,
Nos quatro cantos da cidade,
O povo não esquecerá,
O seu exemplo de fidelidade.